Depois de ler alguns posts de amigos falando sobre “o que é ser brasileiro na música”, fiquei muito pensativo. O primeiro deles foi o posto do Felippe Senne sobre uma track em primeiro lugar no beatport, usando samples de musicas brasileiras. O segundo post que me fez pensar, foi o do Ilan Kriger, falando sobre a “nova onda” do “axé” com a musisa “Psy Dance” do Tchaka Bum, que vai no “embalo” da “Rebolation” que “contaminou” nosso carnaval este ano. A princípio concordei com certos pontos de vista de nossos amigos, mas ao assistir o ultimo programa “Lobotomia”, apresentado pelo cantor “Lobão”, este me fez pensar muito mais “além” e discordar totalmente de certos pensamentos “nacionalistas”.
Será que realmente para fazer uma “música brasileira” eu tenho obrigatoriamente de usar sonoridades brazucas? Eu penso que NÃO! Cheguei a essa conclusão, após assistir o Lobão entrevistando o Tico Santa Cruz(Vocalista Detonautas), exatamente sobre isso. Sobre como produtores de gravadoras brasileiras, chegam nas “bandinhas EMO” e dizem: “essa guitarra tá muito pesada, pra vender você precisa ser mais acústivo…”
Porque o Rock nacional não pode ser “pesado” como antes? Porque as rádios só querem tocar versões “acusticas” de certas bandas? Porque? Em nome do tal “Rock brasileiro”! Existe isso? acho que não. Eu acho que em tempos de globalização, música vai ter que agradar a que se destina aquele tipo de música.
Por fazer música com menos “pitadas” brazucas, sou um “paga pau de gringo” por causa disso? Pré-conceitos ainda dominam a nossa cena músical, seja no Rock, MPB e principalmente na música eletrônica.
Acho de muito valor SIM, fazer música eletrônica com pitada “nacional”, mas nem sempre “tenho de fazer” pra me mostrar mais patriota. Pra mim música é cultura, e tem de estar totalmente FORA de política, patriotismo e religião.
Sinal de patriotismo pra mim, é ficar por dentro de nossa realidade, votar “menos errado”(porque certo tá dificil), e tentar fazer o máximo que posso por nosso país, seja fazendo música com samples “brazucas”ou não.
Até quando vamos ficar criando esterótipos? “Você produz psytrance, logo é fritpo”, “Você produz House, logo é gay”, “Você tem uma banda de pagode, logo é… ” paremos por aqui…
enquanto nos ficamos discutindo porque os gringos estão fazendo sucesso com nossa musica "o bostalation domina as paradas "kkkkkkk undergound style>>>>>
Eu Gosto De House e Não Sou Gay!! =)
hasta yatağı…
hasta yatağı…